Usabilidade, afinal o que é isto?

  “Não é o que você considera sobre o seu site que conta,
mas sim o que os usuários pensam dele.”
Jakob Nielsen

Vamos tentar definir usabilidade.

Bem, vejamos: em português teríamos, segundo o Michaelis :

  • Facilidade com a qual um equipamento ou programa pode ser usado.

Em Inglês o termo é Usability e a tradução pelo Tradutor Babylon  seria :

  • Aplicação, prática, utilidade, utilização.

 

Simplificar, rentabilizar, otimizar, facilitar, melhorar, acelerar são verbos que gravitam em torno do conceito de usabilidade. Mais usabilidade é sinônimo de maior flexibilidade e de maior interação.

Enfim, usabilidade é uma característica daquilo que é utilizável, funcional. É tornar óbvio o óbvio, tendo em conta as necessidades do usuário e o contexto em que este está inserido.

A usabilidade está em todo lado e existe quase sempre um pormenor que pode ser alterado para melhor, no entanto ressalve-se que mudar não é obrigatoriamente sinônimo de melhorar. Em time que esta ganhando não se mexe (ou não se deve mexer muito...).

Na Internet a usabilidade não basta, mas corresponde a uma boa parte do caminho. Pegando no exemplo de uma loja online é tão simples quanto isto: se um internauta não encontra um produto, não o compra. Fazer com que o usuário encontre o que procura é usabilidade em ação.

Seu site tem, numa perspectiva otimista, entre 10 a 15 segundos para convencer o visitante, por isso todos os elementos da página precisam ser avaliados, pesados, medidos em termos de impacto. As páginas precisam ser carregadas rapidamente (este fator é um dos mais apontados como fatal no sucesso ou insucesso do site) e todos os elementos gráficos precisam de ser otimizados (tamanho, qualidade, interesse). Será que todas as imagens são necessárias? Será que as animações em flash se justificam sempre? Casos a pensar e a pesar.

Um dos grandes problemas relatados por usuários é a demora de acesso a determinados sites. O desenvolvedor, webmaster, webdesign ou seja lá quem criou o site, normalmente tem uma super conexão banda larga e esquece dos meros mortais que ainda acessam a Internet por conexão discada, e observe que eles não são pouco no Brasil.

Se um visitante entra em seu site, em flash, com milhares de animações etec etc, ele pode se cansar antes de clicar no botão <<pular introdução>> e simplesmente ir para o site do concorrente.

Uma imagem pode valer mil palavras, mas também mil interpretações diferentes e uns tantos clicks de desistência. O tempo é um bem escasso e caro. Se a demora for muita, o visitante vai procurar outro site, oferta é o que não falta na rede. As preocupações do utilizador comum prendem-se com dinheiro e tempo e estar online significa gastar impulsos telefônicos e tempo. Esteja em busca de informação ou de entretenimento as preocupações do utilizador são se o site vai demorar a abrir; se vai abrir; se o browser vai funcionar naquele site.

Então esteja atento a seu cliente, no caso de seu site o visitante, independente de ele fechar uma compra, fazer um cadastro ou algo do gênero, ele está em um "território" que pertence a sua empresa, e se sentir mal atendido, perdido, desorientado,  ele o seu “cliente” com certeza não voltará ou terá uma resistência maior para voltar, independente do esforço que você fizer.

Antes de se expor na internet


Sobre o autor: Marcos Rocha é Pós Graduado em Administração de empresas, Consultor em Marketing e Estratégia  WEB  e autor  de vários outros artigos  sobre marketing e negócios .  Entre em contato.

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