IFRS – Normas internacionais de contabilidade no Brasil

A implantação das normas internacionais de contabilidade segue a toda velocidade seu curso no Brasil. As International Financial Reporting Standards (IFRS) estão sendo constantemente estudadas para que num futuro bem próximo, as empresas nacionais, em especial as de grande e médio porte, possam estar totalmente adaptadas.
A completa adoção destes princípios tem-se mostrado nada simples, exigindo constante atualização e a elaboração de um plano estratégico de implantação. As empresas de responsabilidade limitada têm sentido maior dificuldade do que as sociedades anônimas, o que se deve à diferença na cultura organizacional entre os dois grupos. Tal diferença fora corroborada pela recente pesquisa divulgada pela Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) que considerou “capenga” a contabilidade da grande maioria das empresas de capital fechado, especificamente 85% delas.
Além das dificuldades de legislação, idioma e educação; a velocidade em que as normas estão sendo regulamentadas também faz com que o profissional contábil corra contra o tempo. No dia 16 de setembro foram aprovados oito novos pronunciamento do CPC e outras quatro foram recentemente colocadas em audiência pública. São elas:
• CPC 18 – “Investimento em coligada”;
• CPC 19 – “Participação em Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint Venture)”;
• CPC 35 – “Demonstrações Separadas”;
• CPC 36 – “Demonstrações Consolidadas”.
A previsão é que até o final de 2010 tenhamos mais de 50 pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis, além dos ajustes já realizados pela Lei nº 11.638/2007 e  pela Lei nº 11.941/2009.
Assim, resumidamente podemos afirmar que a implantação deve conter os seguintes passos:
1. Efetuar um diagnóstico de quais são as diferenças existentes entre a contabilidade local e as IFRS;
2. Verificar se os seus funcionários, auditores e consultores possuem conhecimento em IFRS;
3. Elaborar um plano de treinamento e especialização do corpo funcional, avaliando a capacidade de absorção de novas condutas;
4. Estabelecer um plano de ação para a efetiva implantação;
5. Elaborar um cronograma com datas efetivas para solução das divergências;
6. Realizar auditoria externa para verificar a correta implantação das normas internacionais;
7. Corrigir as falhas apontadas pela auditoria.
É importante salientar que toda a implantação deve ser seguida por uma equipe interna ou por consultores contratados e por uma equipe de TI a fim de minimizar os riscos e evitar futuros transtornos com a uniformização das normas contábeis.
Fonte: Portal de Contabilidade

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