Copa do mundo eleva venda de brindes em até 36%

A paixão do brasileiro pelo futebol aumentou em até 36% o lucro das empresas de brindes. Em ano de Copa do Mundo, o setor viu a demanda por bolas comemorativas, camisetas, mochilas e tabelas de jogos aumentar exponencialmente. A previsão do setor é que os lucros referentes aos produtos do Mundial cheguem a 10% do faturamento total.

“Prevemos vender cerca de R$ 5 bilhões no ano. Deste montante, a Copa representará R$ 500 milhões”, diz Luiz Roberto Salvador, presidente da Bríndice – editora do setor promocional que representa 580 empresas.

Salvador explica que os produtos mais procurados neste período são muito específicos. “Saem mais camisetas, bonés, reco-recos, bandeiras. Eles são a coqueluche”, conta.

A região também deve aproveitar o bom momento. Uma fábrica de brinquedos em Mauá contratou, só neste ano, 185 profissionais e teve alta de 36% no seu faturamento graças aos produtos ligados ao Mundial. Entre os mais procurados, estão as bolas de vinil com mensagens em referência ao hexacampeonato.

Os artigos custam, em média, R$ 0,84. “Estamos fechando negócios desde dezembro. Produzimos 80 mil bolas por dia para atender à demanda”, afirma o gerente de venda promocional da empresa, Nuri Dib.

Com aumento de 30% na produção, uma indústria gráfica de São Bernardo também comemora a chegada do Mundial da Fifa. “Fizemos muitas tabelas de jogos. Cadernos em que vinham embutidas as tabelas da Copa também tiveram grande procura”, declara o diretor administrativo do negócio, Willian Eduardo Gomes de Souza.

Mesmo as empresas com brindes mais distantes dos motivos da da Copa – como o mercado de bolsas e acessórios – também aceleraram suas vendas de mochilas, bolsas térmicas e porta-latas com ícones do Mundial. “Os números cresceram pouco, cerca de 10%. Mas o campeão de procura é a mochila”, avalia o designer gráfico de uma empresa do setor em Santo André, Leonardo de Oliveira Simonato.

Investimento – Apesar do bom desempenho, o professor do Núcleo de Estudos e Negócios do Esporte da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Robert Alvarez, avalia que ainda falta maior empenho do varejo brasileiro na fidelização de seu consumidor final. “Não temos essa cultura de reter clientes. Para isso, basta um atendimento melhor, um agradinho. O brinde está inserido nesse contexto.”

Segmento passa por diversificação de público
Pesquisa feita pela Bríndice – editora do maior catálogo de brindes do País – mostra que o segmento passa por diversificação do perfil do público e do mercado comprador. Entre as principais mudanças está o crescimento da participação do varejo no faturamento do segmento. Em 2009, cerca de 15% do lucro do setor veio de contratos com redes varejistas.

As agências de propaganda representam 24% do volume de vendas. Os laboratórios farmacêuticos, tradicionalmente os maiores clientes, tiveram queda e ficaram no ano passado com 15% de participação.

A presença da internet é outro destaque da pesquisa. Ao todo, 98% das empresas consultadas utilizam sites para contatos; 91% aceitam cotação on-line e 81% possuem equipe comercial dedicada exclusivamente a esse atendimento. Entre as empresas maiores o índice é de 100%.

Fonte:Do Diário do Grande ABC

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